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Pesquisador da área de leitura e literatura. Fã de Guimarães Rosa, Miguel Sanches Neto e Ana Maria Machado.Profissional da educação.

domingo, 28 de novembro de 2010

Homenagem a Glória Kirinus


PERUANA DO BRASIL OU BRASILEIRA DO PERU?

Glória Mercedes Valdívia de Kirinus nasceu no Peru e vive no Brasil desde a década de 70. Além de autora de livros bilíngues de Literatura Infantil e Juvenil é Doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada (USP), Mestre em Literatura Brasileira (PUCRJ), Especialização em Literatura Brasileira (UFPR), Graduação em Letras português-espanhol (UFPR), Graduação em Turismo (UNT) Lima – Peru, Criadora e ministrante do curso itinerante LAVRA- PALAVRA; além disso, recebeu o título “Mérito da educação” no estado do Amapá e ”Bosque da Leitura” em Ponta Grossa; representante da AEI-LIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infanto-Juvenil no Paraná) e autora do livro teórico Criança e Poesia na Pedagogia Freinet.

Trata-se de uma importante representante da cena literária do Paraná, reconhecida nacionalmente e que, no entanto, conta com poucos estudos publicados acerca de sua obra.

Sua primeira publicação foi O sapato falador em 1985; em 1988 publica Se tivesse tempo; em 1990 O menino do mar; em 1993 Formigarra Cigamiga; em 1997 são publicas quatro obras: Sete quedas, sete anões e um dragão; O galo cantou por engano; O camelo e o camelô e Tartalira, este indicado para participar da Feira do Livro de Frankfurt. Em 1998 é lançado El niño e Quando as montanhas conversam. Terminando a década de 90, no ano 2000 é lançada a versão bilíngue de Se tivesse tempo/ Si tuviera tiempo; em 2002 são publicadas as obras Lâmpada de Lua/ Lámpara de Luna e Aranha Castanha e outras tramas; em 2004 publica Te conto que me contaram e em 2005 Quando chove a cântaros. Por este rol, percebe-se que Glória Kirinus é uma artista de grande produção literária e dedicação ao seu ofício, uma vez que, ainda hoje está em intenso processo criativo, não somente de escrita, mas também no que tange o incentivo a leitura e a produção literária de novos escritores.

Aqui foram apresentadas algumas das realizações desta escritora estrangeira, que foi acolhida por nossa pátria e hoje carrega a dúvida, se peruana do Brasil ou brasileira do Peru. No entanto, este impasse é resolvido pela escritora sem muita dificuldade, escreve dobrado, em sua língua materna e em língua portuguesa. Saem ganhado os dois povos, que desfrutam das histórias criadas por ela com a mesma fruição.

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